Como funciona o subconsciente?

Os hábitos surgem porque o cérebro está o tempo todo procurando maneiras de poupar esforço. Seria impossível adquirir novos hábitos todos os dias, e por isso, uma vez aprendidos, eles podem ser repetidos automaticamente.

Jung percebeu que o inconsciente não era apenas um reservatório de emoções sombrias e desejos primitivo,  mas ele que também era fonte de criatividade, amor, outras emoções. Muitos falam mal do subconsciente sem entender que ele apenas quer nos proteger de experiências traumáticas com base no que já foi vivenciado desde a sua concepção.

Ele dividiu o inconsciente em pessoal e coletivo. O inconsciente coletivo é o que você faz automaticamente devido à sociedade em que está inserido. Já o pessoal, refere-se às suas experiências pessoais, desde a infância até o momento. Tudo o que você vive fica de alguma forma marcado no seu subconsciente. 

O ego é o centro da consciência. Nada chega até a consciência se não for pelo ego. Assim, o ego é o organizador da consciência, composto de percepções conscientes, recordações, pensamentos e sentimentos. É o ego que fornece identidade à personalidade. É o ego que desempenha a função básica de "vigia do portão", que diz o que deve entrar ou não no inconsciente. O inconsciente não tem voz crítica. O critica e julga (bom ou ruim,  sim ou não,  quero ou não quero, bom ou mal) é a mente racional.

Quando interagimos socialmente, não mostramos o ego, mas sim a persona. Persona são os muitos papéis sociais que desempenhamos para interagir com o mundo. Apresentamos padrões de comportamento condizentes com o aprendido, como sendo a conduta adequada frente a cada um dos ambientes (sociedade, país, escola). Comportamentos considerados indesejados, reprimidos no inconsciente pessoal são chamados de sombra, que exercem influência no campo da consciência.

Já o Self é um fator interno de orientação, que envia símbolos à consciência para que possam ser interpretados e revelados.

Esse é o processo de individualização, de desenvolvimento da personalidade rumo à consciência. A meta da individuação é atingir a experiência profunda de que todos os níveis da psique são um mesmo todo, pleno de potencialidades. E desse modo o indivíduo pode se perceber dentro da sua verdadeira natureza, ou seja, indivisível, completo, total e repleto de possibilidades de realização. Você não é a voz critica que está na sua cabeça. Isso é apenas a sua mente racional, que é parte de quem você é. 

Na nossa mente, 10% refere-se à mente racional, e 90% fazem parte do subconsciente e inconsciente. 


A mente consciente é responsável pelo pensamento, raciocínio, razão, planejamento, linguagem, julgamentos. É o sim e o não. A dualidade. Já a mente inconsciente trata das emoções, memórias, padrões de comportamento aprendidos desde a infância, repetições de crenças, dores, prazeres, medos, desejos, inseguranças que surgiram de experiências passadas.

O loop do hábito surge quando há algum benefício em determinada ação. Se seu cérebro entendeu que há benefício na ação executada, ele automatiza. E toda vez que você ficar frente a um mesmo gatilho, fará a mesma ação, em busca daquela recompensa. 

Alguns comportamentos são muito positivos. A automação do cérebro é muito importante para que possamos aprender sempre mais. Pense, por exemplo, como era quando você começou a dirigir. Tudo era complicado. Depois de repetir algumas vezes a ação, e tendo identificado o benefício, o cérebro automatiza o ato de dirigir. E você pode fazê-lo usando pouca energia. 

Mas pense, por exemplo, se quando estressado você come um chocolate. O chocolate te traz o prazer e relaxamento imediatos para aquela situação de estresse. Se você deseja mudar este hábito, deve encontrar alguma ação que traga o mesmo benefício. Por exemplo, uma caminhada, ouvir uma música gostosa. Aos poucos, o cérebro vai entender que aquele novo caminho neural é tão benéfico quanto o chocolate, e você enfraquece seu antigo hábito e cria um novo. 

Assim, para mudar qualquer padrão de comportamento que você repete automaticamente (seja raiva, ansiedade, ou ficar muito nas redes sociais), a primeira etapa e tomar consciência de que este padrão existe. Depois, identifique os gatilhos, os estímulos que te levam a seguir tal comportamento. Depois, identifique os benefícios e tenha nas suas mãos a chave para a mudança!

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